Era para ser só mais uma confraternização pelo aniversário da melhor amiga, mas mais e mais pessoas chegavam e começava a se desesperar por vários motivos, desde a bagunça que sobraria para ela e limparem depois, pelos vasos e enfeites quebrados e pelo barulho alto que, com certeza, logo seus vizinhos reclamariam.
ー, de onde surgiu tantas pessoas? ー Perguntou à amiga que conversava com um cara bonitinho que ela jamais tinha visto.
ーNão sei, acho que um foi chamando o outro. A maioria é da minha faculdade. ー Deu de ombros sorrindo.
ーDez horas é melhor todo mundo estar longe daqui, ou a gente está ferrada. ー Riu e se afastou dos dois.
Mas eram 22h30 e as pessoas não pareciam nem perto de deixarem o local, logo a polícia estaria batendo à porta, ao menos era o que pensava, levando um susto ao ouvir várias batidas fortes na mesma.
ーE é assim que eu vou presa. ー Disse a si mesma, andando em passos largos, empurrando as pessoas em seu caminho.
Respirou fundo e abriu a porta, não era nenhum policial pronto para prendê-la. Mas talvez fosse melhor.
Seu mais novo vizinho estava parado à sua frente, os braços cruzados em frente ao peitoral definido coberto por uma camisa preta. Céus, ele era, sem sombra de dúvidas, o homem mais bonito que ela havia visto em toda a sua vida. Seu rosto parecia ter sido desenhado com calma e precisão, cada feição sua era bem definida, seus olhos tinham um tom de azul lindo e único, o olho esquerdo com heterocromia setorial, uma pequena parte castanha, que parecia deixá-lo ainda mais atraente, a barba moldava os lábios, como uma moldura faz com um quadro de luxo.
Era a primeira vez que ela o via, sabia apenas que um tal de havia se mudado para o apartamento número 25 há três semana, se sentiu idiota por não ter lhe dado as boas vindas antes, ou qualquer coisa, pois agora se sentia mal por tê-lo irritado com a música alta. Bela primeira impressão.
ーSabe que horas são? ーPerguntou com uma voz levemente arrastada.
ーUh, sim, desculpe. ー Falou gesticulando exageradamente. ー É aniversário da minha melhor amiga, ela ainda ‘tá na faculdade, sabe como é né? Eram pra ser poucas pessoas, mas um chamou o outro e acabou virando uma bagunça, honestamente, eu só queria dormir e…
ーEi, respira. ー Ele interrompeu o monólogo frenético da garota, um sorriso maroto escapando por seus lábios. ー Tudo bem, eu entendo, mas se vocês pudessem abaixar um pouco o som…
ーClaro, claro! Sem problemas, uh…
ー. ー Ele sorriu lhe esticando a mão.
ー. ー Ela retribuiu o sorriso, a mão ligeiramente trêmula ao apertar a do Deus grego em sua frente.
ーSabe, … ー Céus, até a forma suave em que seu apelido era pronunciado por ele era deliciosa. ー Eu não me importo de ouvir mais alguns minutos de música alta se eu estiver aí dentro.
ーClaro! ー abriu espaço para que pudesse entrar, comparando seu tamanho ao dele ao que o mesmo passou por ela. Por que ela era tão pequena?
Assim que entraram e a porta havia sido fechada, procurou por para apresentá-la ao vizinho, esta, quase cuspiu a bebida ao ver e enquanto o homem olhava a sua volta, cutucou a amiga, apontou ele e depois a amiga e fez uma dancinha sexy.
ー! ー a advertiu rindo baixinho. ー , quer beber alguma coisa? ー Falou em um tom alto o suficiente para que ele a ouvisse.
O homem assentiu em resposta e foi guiado pela anfitriã até a cozinha, onde a mesa estava cheia com copos e garrafas de diversas bebidas. Ambos pegaram uma garrafa de cerveja e se encostaram na bancada, iniciando uma conversa. Ele contou que havia se mudado, pois recebeu uma oferta de trabalho em Londres que não podia recusar, ela o contou que havia morado em Londres a vida toda e que havia se mudado com há 4 anos, quando a amiga começou a faculdade. se surpreendeu ao saber que a garota tinha 25 anos e ela custou a acreditar que ele era dez anos mais velho que ela.
Conversaram por algum tempo, chegando mais perto um do outro vez ou outra, já que a música os atrapalhava, mas nem mesmo perceberam quando a música foi cortada.
prensava contra a parede do quarto dela, segurando ambos os braços da garota ao alto de sua cabeça com uma das mão, enquanto a outra apertava com força sua cintura, beijava-a com voracidade, fazendo-a sentir que se não fosse por ele a estar segurando, já estaria estirada no chão.
Ouviram uma batida na porta e se separaram assustados.
ー, ‘tá dormindo? ー perguntou do outro lado da porta.
ーOi , ‘tava quase. Precisa de alguma coisa?
ーNão, só pra avisar que todo mundo já foi, 'tô indo deitar. Boa noite.
ーBoa noite, . ー Esperou alguns segundos, logo ouvindo a porta do quarto da amiga batendo. ー Ok, onde a gente estava mesmo? ー Sorriu maliciosa para que a retribuiu.
ーIndo para sua cama. ー Ele respondeu com a voz ainda mais arrastada, os lábios vermelhos.
A puxou para seu colo, fazendo-a prender as pernas em sua cintura e os deitou na cama, continuando a festa privada que haviam começado mais cedo.
ー, de onde surgiu tantas pessoas? ー Perguntou à amiga que conversava com um cara bonitinho que ela jamais tinha visto.
ーNão sei, acho que um foi chamando o outro. A maioria é da minha faculdade. ー Deu de ombros sorrindo.
ーDez horas é melhor todo mundo estar longe daqui, ou a gente está ferrada. ー Riu e se afastou dos dois.
Mas eram 22h30 e as pessoas não pareciam nem perto de deixarem o local, logo a polícia estaria batendo à porta, ao menos era o que pensava, levando um susto ao ouvir várias batidas fortes na mesma.
ーE é assim que eu vou presa. ー Disse a si mesma, andando em passos largos, empurrando as pessoas em seu caminho.
Respirou fundo e abriu a porta, não era nenhum policial pronto para prendê-la. Mas talvez fosse melhor.
Seu mais novo vizinho estava parado à sua frente, os braços cruzados em frente ao peitoral definido coberto por uma camisa preta. Céus, ele era, sem sombra de dúvidas, o homem mais bonito que ela havia visto em toda a sua vida. Seu rosto parecia ter sido desenhado com calma e precisão, cada feição sua era bem definida, seus olhos tinham um tom de azul lindo e único, o olho esquerdo com heterocromia setorial, uma pequena parte castanha, que parecia deixá-lo ainda mais atraente, a barba moldava os lábios, como uma moldura faz com um quadro de luxo.
Era a primeira vez que ela o via, sabia apenas que um tal de havia se mudado para o apartamento número 25 há três semana, se sentiu idiota por não ter lhe dado as boas vindas antes, ou qualquer coisa, pois agora se sentia mal por tê-lo irritado com a música alta. Bela primeira impressão.
ーSabe que horas são? ーPerguntou com uma voz levemente arrastada.
ーUh, sim, desculpe. ー Falou gesticulando exageradamente. ー É aniversário da minha melhor amiga, ela ainda ‘tá na faculdade, sabe como é né? Eram pra ser poucas pessoas, mas um chamou o outro e acabou virando uma bagunça, honestamente, eu só queria dormir e…
ーEi, respira. ー Ele interrompeu o monólogo frenético da garota, um sorriso maroto escapando por seus lábios. ー Tudo bem, eu entendo, mas se vocês pudessem abaixar um pouco o som…
ーClaro, claro! Sem problemas, uh…
ー. ー Ele sorriu lhe esticando a mão.
ー. ー Ela retribuiu o sorriso, a mão ligeiramente trêmula ao apertar a do Deus grego em sua frente.
ーSabe, … ー Céus, até a forma suave em que seu apelido era pronunciado por ele era deliciosa. ー Eu não me importo de ouvir mais alguns minutos de música alta se eu estiver aí dentro.
ーClaro! ー abriu espaço para que pudesse entrar, comparando seu tamanho ao dele ao que o mesmo passou por ela. Por que ela era tão pequena?
Assim que entraram e a porta havia sido fechada, procurou por para apresentá-la ao vizinho, esta, quase cuspiu a bebida ao ver e enquanto o homem olhava a sua volta, cutucou a amiga, apontou ele e depois a amiga e fez uma dancinha sexy.
ー! ー a advertiu rindo baixinho. ー , quer beber alguma coisa? ー Falou em um tom alto o suficiente para que ele a ouvisse.
O homem assentiu em resposta e foi guiado pela anfitriã até a cozinha, onde a mesa estava cheia com copos e garrafas de diversas bebidas. Ambos pegaram uma garrafa de cerveja e se encostaram na bancada, iniciando uma conversa. Ele contou que havia se mudado, pois recebeu uma oferta de trabalho em Londres que não podia recusar, ela o contou que havia morado em Londres a vida toda e que havia se mudado com há 4 anos, quando a amiga começou a faculdade. se surpreendeu ao saber que a garota tinha 25 anos e ela custou a acreditar que ele era dez anos mais velho que ela.
Conversaram por algum tempo, chegando mais perto um do outro vez ou outra, já que a música os atrapalhava, mas nem mesmo perceberam quando a música foi cortada.
prensava contra a parede do quarto dela, segurando ambos os braços da garota ao alto de sua cabeça com uma das mão, enquanto a outra apertava com força sua cintura, beijava-a com voracidade, fazendo-a sentir que se não fosse por ele a estar segurando, já estaria estirada no chão.
Ouviram uma batida na porta e se separaram assustados.
ー, ‘tá dormindo? ー perguntou do outro lado da porta.
ーOi , ‘tava quase. Precisa de alguma coisa?
ーNão, só pra avisar que todo mundo já foi, 'tô indo deitar. Boa noite.
ーBoa noite, . ー Esperou alguns segundos, logo ouvindo a porta do quarto da amiga batendo. ー Ok, onde a gente estava mesmo? ー Sorriu maliciosa para que a retribuiu.
ーIndo para sua cama. ー Ele respondeu com a voz ainda mais arrastada, os lábios vermelhos.
A puxou para seu colo, fazendo-a prender as pernas em sua cintura e os deitou na cama, continuando a festa privada que haviam começado mais cedo.
Haviam se passado algumas semanas desde a festa de aniversário de , que descobrira sobre a amiga e o vizinho na manhã seguinte quando os viu se despedindo na porta. e se viam vez ou outra, sempre terminando um na cama do outro, mas não passava disso e de conversa fiada e risadas às 4 horas da manhã.
já havia discutido com ela sobre isso, não achava certo, pois sabia que a amiga estava com sentimentos que, muito provavelmente, não eram recíprocos, então, naquela noite, havia marcado com Alex, o garoto que estava namorando desde a festa, para levar um amigo para saírem em um encontro duplo. Havia saído direto do trabalho para o pub, confiando que iria chegar no horário e não atrasada, como sempre.
bufava em frente ao espelho, arrumando a jaqueta enquanto tentava esquecer e focar em conhecer alguém novo. Não valia a pena pensar que algo mais aconteceria entre eles dois. Eles se encontravam, transavam, conversavam na cama de madrugada e era isso. Quando se viam nos corredores do prédio, tudo que falavam um para o outro eram cumprimentos básicos, como se nunca tivessem se visto antes.
Pegou seu celular, avisou a amiga que estava saindo de casa e respirou fundo antes de abrir a porta, quase caindo para trás ao encontrar com o punho erguido em direção à porta, prestes a bater na mesma. Ele havia cortado a barba e o cabelo, estava com um bigode um tanto quanto sexy, em sua opinião, uma única mecha de cabelo caía sobre sua testa. Ok… Foco!
ーBoa noite. ー Ele sorriu.
ーVocê me mandou alguma mensagem? Eu não recebi. E, claramente, estou de saída. ー Deixou sua irritação transparecer.
ーNão, eu só pensei que talvez poderíamos jantar juntos hoje. ー Levantou uma sacola, aparentemente de um restaurante italiano que ela adorava. ー Você ia sair?
ーIa? ー Perguntou incrédula.
ーBom, você não vai me deixar sozinho com isto, vai? ー Ele sorriu, um sorriso canalha que amava.
Suspirou e olhou para o celular, uma notificação de apareceu na tela. Clicou e respondeu a mensagem com “desculpe, mudança de planos.”, então desligou o celular e o colocou na mesa perto da porta.
ーNa sua casa. ー O empurrou para que pudesse sair e trancou a porta.
Ao chegarem ao apartamento 25, a garota reparou que a mesa de centro da sala estava arrumada com pratos, talheres, taças e uma garrafa de vinho.
ーComo você sabia que eu ia aceitar? ー Cruzou os braços e ele deu de ombros.
Se sentaram um de frente para o outro no chão, o que, para qualquer outra pessoa poderia ser bizarro, mas para eles, parecia uma ótima ideia. observava enquanto ele os servia da massa e do vinho. Devia ser proibido alguém ser assim tão atraente.
ーPor que está me encarando? ー Ele perguntou sem desviar os olhos do que fazia.
ーPorque você me deixa confusa. A gente mal se fala quando nos vemos pelo prédio, só marcamos de nos encontrar pra transar e agora você me aparece com essa ideia toda?
ーAchei que seria uma boa ideia. ー Deu de ombros.
ーDe tudo que eu falei, você responde apenas sobre isso?
ーQuer namorar comigo?
perguntou como se não fosse nada, levando uma garfada da lasanha à boca enquanto se mantinha em choque, a boca semi aberta.
ーA lasanha vai esfriar. ー Ele a olhou, apontando a massa no prato da mesma com o garfo.
ーVocê ‘tá falando sério?
ーSim, o aquecedor não ‘tá ligado e…
ーNão sobre isso, ! Sobre namorar com você. ー Falou levemente exaltada.
Ele riu, assentindo, os olhos brilhando em direção à mulher em sua frente.
ーVocê é um idiota. ー corou, sorrindo enquanto pegava um pedaço da lasanha com o garfo.
ーNão vai me responder? ー Ele largou os talheres, apoiou os cotovelos sobre a mesa e o queixo nas mãos entrelaçadas, ainda a olhando fixamente.
Ela imitou a postura do homem em sua frente e sorriu.
ーE eu preciso falar alguma coisa? Acho que ‘tá bem claro o que eu sinto.
Um rubor se espalhou pelo rosto milimetricamente esculpido de , o fazendo desviar o olhar e abaixar a cabeça. Céus, como ele conseguia ser tão maravilhoso assim?
ーÉ melhor a gente terminar de comer, antes que eu não a deixe fazer isso.
ーAh, não mesmo. Eu amo essa lasanha, nem você me separa dela.
já havia discutido com ela sobre isso, não achava certo, pois sabia que a amiga estava com sentimentos que, muito provavelmente, não eram recíprocos, então, naquela noite, havia marcado com Alex, o garoto que estava namorando desde a festa, para levar um amigo para saírem em um encontro duplo. Havia saído direto do trabalho para o pub, confiando que iria chegar no horário e não atrasada, como sempre.
bufava em frente ao espelho, arrumando a jaqueta enquanto tentava esquecer e focar em conhecer alguém novo. Não valia a pena pensar que algo mais aconteceria entre eles dois. Eles se encontravam, transavam, conversavam na cama de madrugada e era isso. Quando se viam nos corredores do prédio, tudo que falavam um para o outro eram cumprimentos básicos, como se nunca tivessem se visto antes.
Pegou seu celular, avisou a amiga que estava saindo de casa e respirou fundo antes de abrir a porta, quase caindo para trás ao encontrar com o punho erguido em direção à porta, prestes a bater na mesma. Ele havia cortado a barba e o cabelo, estava com um bigode um tanto quanto sexy, em sua opinião, uma única mecha de cabelo caía sobre sua testa. Ok… Foco!
ーBoa noite. ー Ele sorriu.
ーVocê me mandou alguma mensagem? Eu não recebi. E, claramente, estou de saída. ー Deixou sua irritação transparecer.
ーNão, eu só pensei que talvez poderíamos jantar juntos hoje. ー Levantou uma sacola, aparentemente de um restaurante italiano que ela adorava. ー Você ia sair?
ーIa? ー Perguntou incrédula.
ーBom, você não vai me deixar sozinho com isto, vai? ー Ele sorriu, um sorriso canalha que amava.
Suspirou e olhou para o celular, uma notificação de apareceu na tela. Clicou e respondeu a mensagem com “desculpe, mudança de planos.”, então desligou o celular e o colocou na mesa perto da porta.
ーNa sua casa. ー O empurrou para que pudesse sair e trancou a porta.
Ao chegarem ao apartamento 25, a garota reparou que a mesa de centro da sala estava arrumada com pratos, talheres, taças e uma garrafa de vinho.
ーComo você sabia que eu ia aceitar? ー Cruzou os braços e ele deu de ombros.
Se sentaram um de frente para o outro no chão, o que, para qualquer outra pessoa poderia ser bizarro, mas para eles, parecia uma ótima ideia. observava enquanto ele os servia da massa e do vinho. Devia ser proibido alguém ser assim tão atraente.
ーPor que está me encarando? ー Ele perguntou sem desviar os olhos do que fazia.
ーPorque você me deixa confusa. A gente mal se fala quando nos vemos pelo prédio, só marcamos de nos encontrar pra transar e agora você me aparece com essa ideia toda?
ーAchei que seria uma boa ideia. ー Deu de ombros.
ーDe tudo que eu falei, você responde apenas sobre isso?
ーQuer namorar comigo?
perguntou como se não fosse nada, levando uma garfada da lasanha à boca enquanto se mantinha em choque, a boca semi aberta.
ーA lasanha vai esfriar. ー Ele a olhou, apontando a massa no prato da mesma com o garfo.
ーVocê ‘tá falando sério?
ーSim, o aquecedor não ‘tá ligado e…
ーNão sobre isso, ! Sobre namorar com você. ー Falou levemente exaltada.
Ele riu, assentindo, os olhos brilhando em direção à mulher em sua frente.
ーVocê é um idiota. ー corou, sorrindo enquanto pegava um pedaço da lasanha com o garfo.
ーNão vai me responder? ー Ele largou os talheres, apoiou os cotovelos sobre a mesa e o queixo nas mãos entrelaçadas, ainda a olhando fixamente.
Ela imitou a postura do homem em sua frente e sorriu.
ーE eu preciso falar alguma coisa? Acho que ‘tá bem claro o que eu sinto.
Um rubor se espalhou pelo rosto milimetricamente esculpido de , o fazendo desviar o olhar e abaixar a cabeça. Céus, como ele conseguia ser tão maravilhoso assim?
ーÉ melhor a gente terminar de comer, antes que eu não a deixe fazer isso.
ーAh, não mesmo. Eu amo essa lasanha, nem você me separa dela.
estava esperando terminar de se arrumar para irem à casa de seus pais para a comemoração de aniversário de casamento deles. Estava nervosa, já que apresentaria para eles e para o resto da família, que, durante os 3 meses de relacionamento, não paravam de perguntar por ele. , entretanto, ainda não havia saído do trabalho e não respondia as mensagens da namorada.
ーUgh, como se eu não estivesse estressada o suficiente. ー comentou se sentando na cama da amiga.
ーNada do ainda?
ーNão. ー Bufou. ー Quer saber, eu só vou mandar o endereço e pedir para ele me encontrar lá.
ーEu sei que você fica brava quando eu falo isso mas… ー se virou para a amiga. ー Ele é meio “de Lua”, né . Eu não me surpreenderia se ele não fosse.
ー!
ーDesculpa, . ー Deu um sorrisinho e a amiga riu. ー Ok, estou pronta, pode chamar o Uber.
pegou o celular, revirando os olhos ao ver que ainda não havia respondido e chamou o Uber, descendo até a portaria para esperá-lo, o que não demorou muito.
Durante o percurso, pensava nas desculpas que poderia dar pelo atraso e até mesmo pelo não comparecimento do namorado. Ela nunca foi de levar os namorados para a família conhecer, até porque nenhum dos anteriores fora lá muita coisa, então, quando contou que iria levar, a família ficou ansiosa, ainda mais considerando o fato de que ela não postava sobre o relacionamento nas redes sociais.
O namoro ia muito bem, havia se mostrado um homem muito gentil e amoroso, e, mesmo que não fosse do tipo grudento, passava boa parte do seu tempo livre com a namorada, mesmo que fosse para não fazerem nada.
Ao chegarem ao salão reservado para a festa, checou o celular outra vez, sem nenhuma novidade, entrou junto da amiga, ambas cumprimentando algumas pessoas até chegarem nos pais de .
ーFilha! ! Que bom que chegaram. ー Olivia falou, abraçando a filha.
ーOi, mãe. Parabéns! ー Separou o abraço e se virou para seu pai. ー Pai! Parabéns! ー O abraçou.
ーObrigado, meu amor. ー Garrett respondeu.
Após cumprimentá-los, as garotas entregaram os presentes, torcia que isso lhes distraísse e não perguntassem sobre o namorado.
ーEntão, … ー Sua mãe começou e ela já sabia o que viria a seguir. ー Onde está seu namorado?
ーFicou preso no trabalho, mãe, mas logo deve estar à caminho.
ーVamos, Olivia! Não perturbe nossa garotinha. ー Garrett interrompeu a esposa antes que ela pudesse falar alguma outra coisa.
As garotas aproveitaram para pegar uma taça de champanhe e conversar com alguns conhecidos.
ー, olá. ー A garota bufou, revirando os olhos ao ouvir seu nome.
ーOi, Eliza. ー Respondeu, se virando para a prima.
Eliza e nunca tiveram uma relação boa, como mais velha, Eliza sempre se achara superior, felizmente, com a idade, não precisavam mais ter contato fora das festas familiares.
ーPensei que vinha com o seu tal namorado. ー Eliza sorriu. ー Ou ele está aqui e é invisível?
ーVocê é hilária, sabia, El? ー responde ironicamente.
ーÉ claro que inventou um namorado, não é? Depois de terminar a faculdade e ficar chorando por aí sem conseguir um emprego, como arrumaria um namorado?
se boquiabriu e segurou o braço da amiga, que estava furiosa, sabendo que ela usaria palavras nada gentis para responder a prima.
ーEi, baby. Desculpe pela demora.
A expressão furiosa de foi substituída por um sorriso no mesmo momento em que sentiu as mãos de a apertarem na cintura, acompanhadas de sua voz rouca e cansada em seu ouvido e um terno beijo em seu pescoço.
ーNão tem problema, . ー Ela respondeu, virando a cabeça para olhar o namorado, que fuzilava Eliza com o olhar.
ー Essa é minha prima, Eliza. El, esse é o meu namorado invisível, . ー Os apresentou com um olhar vitorioso.
ーOh… Prazer em te conhecer, . É bom saber que minha priminha não anda inventando coisas. ー Deu uma risada nasalada, colocando uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha e esticando a mão em sua direção.
olhou para a mão da garota, franzindo as sobrancelhas e olhou para a namorada.
ーOnde estão seus pais, amor? Quero conhecê-los logo. ー Sorriu, ignorando completamente Eliza.
Eliza parecia chocada, prestes a responder alguma coisa, apontou para o outro lado do salão, falando para eles se apressarem, evitando que uma nova discussão começasse.
ーEu ouvi o que ela falou sobre você. ー comentou baixinho enquanto seguiam o caminho, a mão direita possessivamente posicionada na cintura da namorada.
ーEla é insuportável, metida e invejosa desde que a conheço por gente. ー Respondeu. ー Eu tento nem me estressar mais, para ser sincera. E a julgar pelo modo surpreso em que ela ficou quando te viu e o fato de, provavelmente, estar te secando até agora, já paga todo e qualquer insulto.
ーOh, não seja por isso.
os parou, praticamente no meio do salão, ficou frente à frente com a namorada, com o braço em sua cintura, a puxou para perto, colando seus corpos e com a mão livre, trouxe a cabeça dela de encontro a sua, enroscando os dedos firmemente em seus cabelos, deu um sorriso ao ver a expressão chocada da namorada e a beijou apaixonadamente, para que todos (e principalmente Eliza) pudessem ver.
ーUgh, como se eu não estivesse estressada o suficiente. ー comentou se sentando na cama da amiga.
ーNada do ainda?
ーNão. ー Bufou. ー Quer saber, eu só vou mandar o endereço e pedir para ele me encontrar lá.
ーEu sei que você fica brava quando eu falo isso mas… ー se virou para a amiga. ー Ele é meio “de Lua”, né . Eu não me surpreenderia se ele não fosse.
ー!
ーDesculpa, . ー Deu um sorrisinho e a amiga riu. ー Ok, estou pronta, pode chamar o Uber.
pegou o celular, revirando os olhos ao ver que ainda não havia respondido e chamou o Uber, descendo até a portaria para esperá-lo, o que não demorou muito.
Durante o percurso, pensava nas desculpas que poderia dar pelo atraso e até mesmo pelo não comparecimento do namorado. Ela nunca foi de levar os namorados para a família conhecer, até porque nenhum dos anteriores fora lá muita coisa, então, quando contou que iria levar, a família ficou ansiosa, ainda mais considerando o fato de que ela não postava sobre o relacionamento nas redes sociais.
O namoro ia muito bem, havia se mostrado um homem muito gentil e amoroso, e, mesmo que não fosse do tipo grudento, passava boa parte do seu tempo livre com a namorada, mesmo que fosse para não fazerem nada.
Ao chegarem ao salão reservado para a festa, checou o celular outra vez, sem nenhuma novidade, entrou junto da amiga, ambas cumprimentando algumas pessoas até chegarem nos pais de .
ーFilha! ! Que bom que chegaram. ー Olivia falou, abraçando a filha.
ーOi, mãe. Parabéns! ー Separou o abraço e se virou para seu pai. ー Pai! Parabéns! ー O abraçou.
ーObrigado, meu amor. ー Garrett respondeu.
Após cumprimentá-los, as garotas entregaram os presentes, torcia que isso lhes distraísse e não perguntassem sobre o namorado.
ーEntão, … ー Sua mãe começou e ela já sabia o que viria a seguir. ー Onde está seu namorado?
ーFicou preso no trabalho, mãe, mas logo deve estar à caminho.
ーVamos, Olivia! Não perturbe nossa garotinha. ー Garrett interrompeu a esposa antes que ela pudesse falar alguma outra coisa.
As garotas aproveitaram para pegar uma taça de champanhe e conversar com alguns conhecidos.
ー, olá. ー A garota bufou, revirando os olhos ao ouvir seu nome.
ーOi, Eliza. ー Respondeu, se virando para a prima.
Eliza e nunca tiveram uma relação boa, como mais velha, Eliza sempre se achara superior, felizmente, com a idade, não precisavam mais ter contato fora das festas familiares.
ーPensei que vinha com o seu tal namorado. ー Eliza sorriu. ー Ou ele está aqui e é invisível?
ーVocê é hilária, sabia, El? ー responde ironicamente.
ーÉ claro que inventou um namorado, não é? Depois de terminar a faculdade e ficar chorando por aí sem conseguir um emprego, como arrumaria um namorado?
se boquiabriu e segurou o braço da amiga, que estava furiosa, sabendo que ela usaria palavras nada gentis para responder a prima.
ーEi, baby. Desculpe pela demora.
A expressão furiosa de foi substituída por um sorriso no mesmo momento em que sentiu as mãos de a apertarem na cintura, acompanhadas de sua voz rouca e cansada em seu ouvido e um terno beijo em seu pescoço.
ーNão tem problema, . ー Ela respondeu, virando a cabeça para olhar o namorado, que fuzilava Eliza com o olhar.
ー Essa é minha prima, Eliza. El, esse é o meu namorado invisível, . ー Os apresentou com um olhar vitorioso.
ーOh… Prazer em te conhecer, . É bom saber que minha priminha não anda inventando coisas. ー Deu uma risada nasalada, colocando uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha e esticando a mão em sua direção.
olhou para a mão da garota, franzindo as sobrancelhas e olhou para a namorada.
ーOnde estão seus pais, amor? Quero conhecê-los logo. ー Sorriu, ignorando completamente Eliza.
Eliza parecia chocada, prestes a responder alguma coisa, apontou para o outro lado do salão, falando para eles se apressarem, evitando que uma nova discussão começasse.
ーEu ouvi o que ela falou sobre você. ー comentou baixinho enquanto seguiam o caminho, a mão direita possessivamente posicionada na cintura da namorada.
ーEla é insuportável, metida e invejosa desde que a conheço por gente. ー Respondeu. ー Eu tento nem me estressar mais, para ser sincera. E a julgar pelo modo surpreso em que ela ficou quando te viu e o fato de, provavelmente, estar te secando até agora, já paga todo e qualquer insulto.
ーOh, não seja por isso.
os parou, praticamente no meio do salão, ficou frente à frente com a namorada, com o braço em sua cintura, a puxou para perto, colando seus corpos e com a mão livre, trouxe a cabeça dela de encontro a sua, enroscando os dedos firmemente em seus cabelos, deu um sorriso ao ver a expressão chocada da namorada e a beijou apaixonadamente, para que todos (e principalmente Eliza) pudessem ver.
Algumas semanas após a festa de aniversário de casamento dos pais de , eles convidaram ela e o namorado para um jantar. Eles e haviam se dado bem durante a festa, o que deixou a garota aliviada e pronta para o jantar.
havia combinado de buscá-la ao sair do trabalho, então ela estava pronta o esperando, aproveitando o tempo para conversar com .
ーPelo amor de Deus não vai falar do seu ex. ー riu, bebendo um gole do seu refrigerante.
ーEw, não. ー Fez careta.
O celular de tocou, a alertando que o namorado havia chegado, se despediu da amiga, lhe lançando um beijo no ar e deixou o apartamento, entrando no carro estacionado à frente do prédio.
ーOi, meu amor. ー Ele sorriu, lhe dando um beijo rápido antes de dar partida no carro. ー Já coloquei o endereço no GPS e comprei vinho para levarmos. ー Falou, levando a mão livre até a coxa da namorada e a acariciando levemente.
ーSendo prestativo, ? ー Ela brincou.
ーAchei que eu sempre era, baby. ー Respondeu, a mão subindo para dentro do vestido da garota.
ー! ー O advertiu, rindo ao entender ao que ele se referia.
Não demorou muito para chegarem, cumprimentando Olivia e Garrett e os seguindo até a sala de estar.
ーQue bom que puderam vir, sua mãe não parou de tagarelar.
ーÉ bem a cara dela. ー comentou sorrindo, sentindo as bochechas esquentarem.
ーOra, Garrett! ー A mulher riu, se sentando ao lado do marido. ー Nossa garotinha só nos apresentou um namorado e quando ela falou sobre você, … Eu nunca ouvi ela falar assim sobre ninguém, você a faz muito feliz.
ーMãe! ー Ela a advertiu, corando ainda mais.
ーEla também me faz muito feliz, senhora . ー sorriu para a namorada.
ーPode me chamar de Olivia, querido.
Conversaram durante alguns minutos antes de Olivia os chamarem para jantar. Garrett foi à frente, deixando o casal para trás, segurou o pulso da namorada, a virando para ele.
ーQue ex é esse que sua mãe mencionou? ー Perguntou, o semblante sério. ー Achava que você nunca havia apresentado nenhum namorado.
ーUh, não é ninguém importante, não. ー Respondeu, passando o polegar pela bochecha dele. ー Foi uma péssima experiência, sim? Por isso não comento. Vamos? ー assentiu.
Se sentaram lado a lado, colocando a comida no prato enquanto Garrett os servia com o vinho de . Mantiveram uma conversa tranquila e agradável enquanto jantavam, contando algumas coisas da infância de e sobre o trabalho de , que mantinha uma mão na coxa da namorada, escondida pela toalha de mesa.
ーVocês deviam aproveitar as férias para passar uns dias na casa de campo, o que acha, ? ー Garrett aconselhou, vendo a esposa e a filha fazerem uma careta.
ーNão acredito que seja uma boa ideia, querido. ー Olivia se levantou para buscar a sobremesa, dando um leve tapa no ombro do marido.
ーOh, esqueci. Me desculpe, filha. A última vez que foi até lá foi quando o Ethan…
ーPai, tudo bem. ー Ela o interrompeu, visualmente nervosa.
ーEthan? ー largou o talher na mesa e virou o rosto em sua direção, o maxilar travado. ー Quem é Ethan?
sentiu todo o sangue subir para o rosto.
ーEthan é meu ex namorado, . ー Respondeu.
ーFoi o que você apresentou para seus pais? Nunca comentou sobre ele.
ーFoi sim. ー Olivia respondeu, colocando a sobremesa na mesa. ー Ela não fala mais sobre ele, querido. Desde que terminaram, é como se nunca tivessem se conhecido.
ーExatamente. ー sorriu. ー E não há motivos para falar sobre ele.
ーComo não? Vocês estavam noivos, filha! ー Garrett falou, sendo imediatamente repreendido pelos olhares da esposa e da filha.
ーNoivos? Isso é algo que se comente, amor. ー falou sorrindo, porém, apertando a coxa da namorada com um pouco mais de força. ー Por que terminaram?
ー, ー Ela começou, lançando um olhar para a própria perna. ー não é relevante, ok?
ーCerto. ー Ele retirou a mão bruscamente, um olhar triste.
Olivia aproveitou para mudar de assunto, reparando no desconforto da filha e no ar pesado que pairava.
Se despediram pouco depois, acenando ao entrarem no carro.
ーEthan. ー Henry falou ao dar a partida, apertando o volante com mais força do que o necessário.
ー, por favor…
ーPOR QUE TERMINARAM? ー Ele gritou, a assustando.
ーApenas terminamos, . Não tem nenhum motivo específico.
ーEntão posso esperar que um dia você termine comigo por nenhum motivo específico? ー Perguntou, visivelmente bravo.
ーClaro que não! , o que houve?
Ele não respondeu, ficando ambos em silêncio até chegarem ao prédio. segurou o braço de antes de ele abrir a porta de seu apartamento, ele a olhou zangado, antes de ela o beijar suavemente.
ーEu te amo, ok? ー Ela sorriu.
não respondeu, apenas abriu a porta e puxou a namorada para dentro do apartamento consigo, a beijando ferozmente.
havia combinado de buscá-la ao sair do trabalho, então ela estava pronta o esperando, aproveitando o tempo para conversar com .
ーPelo amor de Deus não vai falar do seu ex. ー riu, bebendo um gole do seu refrigerante.
ーEw, não. ー Fez careta.
O celular de tocou, a alertando que o namorado havia chegado, se despediu da amiga, lhe lançando um beijo no ar e deixou o apartamento, entrando no carro estacionado à frente do prédio.
ーOi, meu amor. ー Ele sorriu, lhe dando um beijo rápido antes de dar partida no carro. ー Já coloquei o endereço no GPS e comprei vinho para levarmos. ー Falou, levando a mão livre até a coxa da namorada e a acariciando levemente.
ーSendo prestativo, ? ー Ela brincou.
ーAchei que eu sempre era, baby. ー Respondeu, a mão subindo para dentro do vestido da garota.
ー! ー O advertiu, rindo ao entender ao que ele se referia.
Não demorou muito para chegarem, cumprimentando Olivia e Garrett e os seguindo até a sala de estar.
ーQue bom que puderam vir, sua mãe não parou de tagarelar.
ーÉ bem a cara dela. ー comentou sorrindo, sentindo as bochechas esquentarem.
ーOra, Garrett! ー A mulher riu, se sentando ao lado do marido. ー Nossa garotinha só nos apresentou um namorado e quando ela falou sobre você, … Eu nunca ouvi ela falar assim sobre ninguém, você a faz muito feliz.
ーMãe! ー Ela a advertiu, corando ainda mais.
ーEla também me faz muito feliz, senhora . ー sorriu para a namorada.
ーPode me chamar de Olivia, querido.
Conversaram durante alguns minutos antes de Olivia os chamarem para jantar. Garrett foi à frente, deixando o casal para trás, segurou o pulso da namorada, a virando para ele.
ーQue ex é esse que sua mãe mencionou? ー Perguntou, o semblante sério. ー Achava que você nunca havia apresentado nenhum namorado.
ーUh, não é ninguém importante, não. ー Respondeu, passando o polegar pela bochecha dele. ー Foi uma péssima experiência, sim? Por isso não comento. Vamos? ー assentiu.
Se sentaram lado a lado, colocando a comida no prato enquanto Garrett os servia com o vinho de . Mantiveram uma conversa tranquila e agradável enquanto jantavam, contando algumas coisas da infância de e sobre o trabalho de , que mantinha uma mão na coxa da namorada, escondida pela toalha de mesa.
ーVocês deviam aproveitar as férias para passar uns dias na casa de campo, o que acha, ? ー Garrett aconselhou, vendo a esposa e a filha fazerem uma careta.
ーNão acredito que seja uma boa ideia, querido. ー Olivia se levantou para buscar a sobremesa, dando um leve tapa no ombro do marido.
ーOh, esqueci. Me desculpe, filha. A última vez que foi até lá foi quando o Ethan…
ーPai, tudo bem. ー Ela o interrompeu, visualmente nervosa.
ーEthan? ー largou o talher na mesa e virou o rosto em sua direção, o maxilar travado. ー Quem é Ethan?
sentiu todo o sangue subir para o rosto.
ーEthan é meu ex namorado, . ー Respondeu.
ーFoi o que você apresentou para seus pais? Nunca comentou sobre ele.
ーFoi sim. ー Olivia respondeu, colocando a sobremesa na mesa. ー Ela não fala mais sobre ele, querido. Desde que terminaram, é como se nunca tivessem se conhecido.
ーExatamente. ー sorriu. ー E não há motivos para falar sobre ele.
ーComo não? Vocês estavam noivos, filha! ー Garrett falou, sendo imediatamente repreendido pelos olhares da esposa e da filha.
ーNoivos? Isso é algo que se comente, amor. ー falou sorrindo, porém, apertando a coxa da namorada com um pouco mais de força. ー Por que terminaram?
ー, ー Ela começou, lançando um olhar para a própria perna. ー não é relevante, ok?
ーCerto. ー Ele retirou a mão bruscamente, um olhar triste.
Olivia aproveitou para mudar de assunto, reparando no desconforto da filha e no ar pesado que pairava.
Se despediram pouco depois, acenando ao entrarem no carro.
ーEthan. ー Henry falou ao dar a partida, apertando o volante com mais força do que o necessário.
ー, por favor…
ーPOR QUE TERMINARAM? ー Ele gritou, a assustando.
ーApenas terminamos, . Não tem nenhum motivo específico.
ーEntão posso esperar que um dia você termine comigo por nenhum motivo específico? ー Perguntou, visivelmente bravo.
ーClaro que não! , o que houve?
Ele não respondeu, ficando ambos em silêncio até chegarem ao prédio. segurou o braço de antes de ele abrir a porta de seu apartamento, ele a olhou zangado, antes de ela o beijar suavemente.
ーEu te amo, ok? ー Ela sorriu.
não respondeu, apenas abriu a porta e puxou a namorada para dentro do apartamento consigo, a beijando ferozmente.
No dia seguinte ao jantar, havia voltado para casa após sair para o trabalho, durante o café da manhã, contou para sobre o ocorrido. A amiga ficou preocupada com o surto repentino de .
ー, você sabe que isso não é bom! Não aprendeu com o relacionamento com o Ethan?
ーClaro que sim! Não é nada igual, ok? O parecia perturbado ou algo assim…
ーConversa com ele sobre isso, amiga. É o melhor para ambos. Vocês nunca falam sobre os relacionamentos passados e coisas do tipo.
ーÉ, eu vou ver o que faço.
Durante o resto do dia, aproveitou para realizar alguns trabalhos de Freelance, tentando deixar toda a situação de lado, mas o conselho de martelava em sua cabeça, então decidiu pesquisar o nome de nas redes sociais de um jeito um pouco mais profundo.
Passou por todas as coisas superficiais que já havia visto e começou a procurar algo relevante nas pessoas que ele seguia e nas publicações que fora marcado. Não sabia muito sobre os amigos da antiga cidade de , pelo o que ele havia dito, não manteve contato ao se mudar.
Já estava quase desistindo após diversas publicações sem importância ao se deparar com uma foto do namorado e mais três pessoas, duas garotas e um garoto, o que o havia marcado. A legenda “encontro duplo” a chamou a atenção, a garota marcada ao lado dele era uma ex namorada?
Não resistiu à vontade e entrou no perfil da garota, se boquiabrindo ao ver a beleza da mulher, seu estilo e corpo impecáveis em todas as fotos, essas em que ela deixava claro o quão bonita era. engoliu em seco, bloqueando o celular e o deixando na mesa, se jogou em sua cama e abraçou o travesseiro.
ー! ー Gritou, sentindo as lágrimas começarem a brotar em seus olhos.
ーOi! ー Ela respondeu entrando no quarto. ー Ei, o que foi?
Ela apenas apontou para o celular, a amiga o pegou e o desbloqueou.
ーNossa, que mulher bonita. Quem é?
ーEx do . ー Falou baixinho.
ーOh. ー Colocou o celular de volta no lugar e se sentou ao lado da amiga. ー , você não está se comparando com ela, está? Você é linda, sabe disso.
ーNão estou… Talvez só um pouquinho.
ーEspera, eu vou pegar um chocolate para você. ー Falou, já sabendo que isso ajudaria.
Aproveitou para esconder o rosto no travesseiro, deixando as lágrimas saírem e o molharem. Não queria pensar e repassar todos esses sentimentos, mas não podia evitar. Ouviu a porta fechar e fungou, se sentando, ainda de olhos fechados enquanto secava suas lágrimas.
ーO que aconteceu, amor? ー A voz grave de a assustou.
ー? Achei que ia chegar mais tarde hoje. ー Tentou disfarçar.
ーNão consegui focar muito bem, decidi sair mais cedo. ー Ele se sentou e passou o polegar por uma lágrima que escorria pelo rosto da namorada. ー Por que você estava chorando? A me entregou isso. ー Lhe deu o chocolate. ー E disse que nós devíamos conversar sobre o passado.
ーEu vou matar ela. ー Bufou, abrindo o chocolate e dando uma mordida.
ーÉ por conta do que aconteceu ontem?
ーNão exatamente. ー Ela respirou fundo e pegou o celular, o desbloqueando e virando a tela para ele.
A expressão suave em seu rosto se tornou fria.
ーComo você achou ela?
ーNão fica bravo, ok? Eu te stalkeei, entrei no perfil dos seus amigos, nas publicações marcadas… ー Suspirou.
ーPor isso a falou sobre nós conversarmos sobre o passado. ー Ele afirmou.
ーTambém, já que nós nunca tocamos nesse assunto. E por conta do que aconteceu ontem, sobre o Ethan.
ーOk. ー Ele respirou fundo e se endireitou. ー Sarah é minha ex namorada, acho que isso você já tinha percebido. ー Ela assentiu. ー Nos conhecemos desde pequenos e começamos a namorar no Ensino Médio, ficamos juntos até o fim do colegial. Eu a amava, fazia tudo por ela, era só ela pedir e eu fazia, eu estava aos pés dela. ー engoliu em seco. ー E ela me traía. Acho que quando ela olhava para mim, via uma carteira ambulante. ー Riu sem emoção. ー Ela me deixou em um momento em que eu estava sozinho, precisando de alguém e confirmou que me traía e que nunca tinha me amado, eu estava tão cego que implorei para ela não me deixar, disse que eu não me importava. Era um relacionamento horrível, mas eu não conseguia parar. Na época, eu achava que estava apaixonado, mas hoje vejo que só estava com dor, desesperado.
Ele respirou fundo e sorriu para a namorada antes de continuar.
ーEu nunca mais confiei em ninguém ou em mim mesmo, por isso eu demorei para te pedir em namoro e o fiz de um modo tão sem graça. Quando falaram sobre o seu ex, eu pensei que poderia ser eu no lugar dele. Que você um dia pode acabar me deixando sem motivos, como disse, ou que também estivesse comigo apenas por estar. ー Ela balançou a cabeça em negativa e o abraçou. ー Eu não queria ter gritado com você, me desculpa. Mas só o pensamento de ter me entregado e te perder, me deixou bravo e eu queria sumir naquele instante. ー Falou baixinho.
ーEu sinto muito, , sinto muito mesmo que você tenha tido que passar por algo assim. ー Falou no mesmo tom que ele, acariciando seu cabelo. ー Eu te amo tanto.
Separou o abraço e lhe deu um beijo rápido, sentindo o coração acelerar ao vê-lo suspirar e sorrir.
ーObrigada por me contar, me sinto mais aliviada e segura em me abrir também.
ーTudo bem, não precisa. ー Ele segurou sua mão.
ーEu quero, não tem problema. ー Ela sorriu. ー O Ethan é filho de um colega de trabalho do meu pai, nós também crescemos juntos, mas ele era mais um bully do que um amigo, mas eu tinha um crush por ele. ー Revirou os olhos. ー Conforme o tempo passou, minha aparência mudou e, de repente, ー Fez aspas no ar. ー ele se interessou por mim. Começamos a sair durante a faculdade e o namoro simplesmente surgiu. No começo, estava tudo bem, mas o jeito bruto dele retornava vez ou outra. Ele vivia me comparando com as outras garotas, às vezes me impedia de comer para que eu não engordasse, me machucava fisicamente… Mas eu achava que era porque ele se importava comigo. ー franziu as sobrancelhas. ー É eu sei. ー Ela riu. ー Um dia nós fomos até a casa do campo dos meus pais e ele me pediu em casamento. Eu fiquei tão feliz! Foi como um peso sendo retirado das minhas costas, uma confirmação de que ele realmente me amava. Ele se tornou cada vez mais distante e violento, me tratava como um nada, mas ainda assim agia como se tivesse posse sobre mim. Em uma discussão, perto do dia do casamento, ele me contou que só me pediu em casamento porque o pai dele queria ser promovido na empresa do meu pai e que como ele já havia conseguido o que queria, ia me deixar. Eu pedi para ele esperar um pouco, para ninguém mais desconfiar. Eu também achei que estava apaixonada, mas… Só estava noiva e não queria que soubessem o motivo. Não demorou para ele estar com uma mulher mais bonita que eu.
só percebeu que estava chorando ao que secou suas lágrimas, um sorriso triste no olhar.
ーSomos dois bobos inseguros então. ー Ele sussurrou e ela riu, dando um soquinho leve em seu ombro. ー No final, é melhor assim, ainda bem que nos encontramos.
Ele a beijou com ternura, ambos sentindo o alívio de, finalmente, estar em uma relação verdadeira, em que podiam ser honestos em relação aos sentimentos e se entregar completamente.
ー, você sabe que isso não é bom! Não aprendeu com o relacionamento com o Ethan?
ーClaro que sim! Não é nada igual, ok? O parecia perturbado ou algo assim…
ーConversa com ele sobre isso, amiga. É o melhor para ambos. Vocês nunca falam sobre os relacionamentos passados e coisas do tipo.
ーÉ, eu vou ver o que faço.
Durante o resto do dia, aproveitou para realizar alguns trabalhos de Freelance, tentando deixar toda a situação de lado, mas o conselho de martelava em sua cabeça, então decidiu pesquisar o nome de nas redes sociais de um jeito um pouco mais profundo.
Passou por todas as coisas superficiais que já havia visto e começou a procurar algo relevante nas pessoas que ele seguia e nas publicações que fora marcado. Não sabia muito sobre os amigos da antiga cidade de , pelo o que ele havia dito, não manteve contato ao se mudar.
Já estava quase desistindo após diversas publicações sem importância ao se deparar com uma foto do namorado e mais três pessoas, duas garotas e um garoto, o que o havia marcado. A legenda “encontro duplo” a chamou a atenção, a garota marcada ao lado dele era uma ex namorada?
Não resistiu à vontade e entrou no perfil da garota, se boquiabrindo ao ver a beleza da mulher, seu estilo e corpo impecáveis em todas as fotos, essas em que ela deixava claro o quão bonita era. engoliu em seco, bloqueando o celular e o deixando na mesa, se jogou em sua cama e abraçou o travesseiro.
ー! ー Gritou, sentindo as lágrimas começarem a brotar em seus olhos.
ーOi! ー Ela respondeu entrando no quarto. ー Ei, o que foi?
Ela apenas apontou para o celular, a amiga o pegou e o desbloqueou.
ーNossa, que mulher bonita. Quem é?
ーEx do . ー Falou baixinho.
ーOh. ー Colocou o celular de volta no lugar e se sentou ao lado da amiga. ー , você não está se comparando com ela, está? Você é linda, sabe disso.
ーNão estou… Talvez só um pouquinho.
ーEspera, eu vou pegar um chocolate para você. ー Falou, já sabendo que isso ajudaria.
Aproveitou para esconder o rosto no travesseiro, deixando as lágrimas saírem e o molharem. Não queria pensar e repassar todos esses sentimentos, mas não podia evitar. Ouviu a porta fechar e fungou, se sentando, ainda de olhos fechados enquanto secava suas lágrimas.
ーO que aconteceu, amor? ー A voz grave de a assustou.
ー? Achei que ia chegar mais tarde hoje. ー Tentou disfarçar.
ーNão consegui focar muito bem, decidi sair mais cedo. ー Ele se sentou e passou o polegar por uma lágrima que escorria pelo rosto da namorada. ー Por que você estava chorando? A me entregou isso. ー Lhe deu o chocolate. ー E disse que nós devíamos conversar sobre o passado.
ーEu vou matar ela. ー Bufou, abrindo o chocolate e dando uma mordida.
ーÉ por conta do que aconteceu ontem?
ーNão exatamente. ー Ela respirou fundo e pegou o celular, o desbloqueando e virando a tela para ele.
A expressão suave em seu rosto se tornou fria.
ーComo você achou ela?
ーNão fica bravo, ok? Eu te stalkeei, entrei no perfil dos seus amigos, nas publicações marcadas… ー Suspirou.
ーPor isso a falou sobre nós conversarmos sobre o passado. ー Ele afirmou.
ーTambém, já que nós nunca tocamos nesse assunto. E por conta do que aconteceu ontem, sobre o Ethan.
ーOk. ー Ele respirou fundo e se endireitou. ー Sarah é minha ex namorada, acho que isso você já tinha percebido. ー Ela assentiu. ー Nos conhecemos desde pequenos e começamos a namorar no Ensino Médio, ficamos juntos até o fim do colegial. Eu a amava, fazia tudo por ela, era só ela pedir e eu fazia, eu estava aos pés dela. ー engoliu em seco. ー E ela me traía. Acho que quando ela olhava para mim, via uma carteira ambulante. ー Riu sem emoção. ー Ela me deixou em um momento em que eu estava sozinho, precisando de alguém e confirmou que me traía e que nunca tinha me amado, eu estava tão cego que implorei para ela não me deixar, disse que eu não me importava. Era um relacionamento horrível, mas eu não conseguia parar. Na época, eu achava que estava apaixonado, mas hoje vejo que só estava com dor, desesperado.
Ele respirou fundo e sorriu para a namorada antes de continuar.
ーEu nunca mais confiei em ninguém ou em mim mesmo, por isso eu demorei para te pedir em namoro e o fiz de um modo tão sem graça. Quando falaram sobre o seu ex, eu pensei que poderia ser eu no lugar dele. Que você um dia pode acabar me deixando sem motivos, como disse, ou que também estivesse comigo apenas por estar. ー Ela balançou a cabeça em negativa e o abraçou. ー Eu não queria ter gritado com você, me desculpa. Mas só o pensamento de ter me entregado e te perder, me deixou bravo e eu queria sumir naquele instante. ー Falou baixinho.
ーEu sinto muito, , sinto muito mesmo que você tenha tido que passar por algo assim. ー Falou no mesmo tom que ele, acariciando seu cabelo. ー Eu te amo tanto.
Separou o abraço e lhe deu um beijo rápido, sentindo o coração acelerar ao vê-lo suspirar e sorrir.
ーObrigada por me contar, me sinto mais aliviada e segura em me abrir também.
ーTudo bem, não precisa. ー Ele segurou sua mão.
ーEu quero, não tem problema. ー Ela sorriu. ー O Ethan é filho de um colega de trabalho do meu pai, nós também crescemos juntos, mas ele era mais um bully do que um amigo, mas eu tinha um crush por ele. ー Revirou os olhos. ー Conforme o tempo passou, minha aparência mudou e, de repente, ー Fez aspas no ar. ー ele se interessou por mim. Começamos a sair durante a faculdade e o namoro simplesmente surgiu. No começo, estava tudo bem, mas o jeito bruto dele retornava vez ou outra. Ele vivia me comparando com as outras garotas, às vezes me impedia de comer para que eu não engordasse, me machucava fisicamente… Mas eu achava que era porque ele se importava comigo. ー franziu as sobrancelhas. ー É eu sei. ー Ela riu. ー Um dia nós fomos até a casa do campo dos meus pais e ele me pediu em casamento. Eu fiquei tão feliz! Foi como um peso sendo retirado das minhas costas, uma confirmação de que ele realmente me amava. Ele se tornou cada vez mais distante e violento, me tratava como um nada, mas ainda assim agia como se tivesse posse sobre mim. Em uma discussão, perto do dia do casamento, ele me contou que só me pediu em casamento porque o pai dele queria ser promovido na empresa do meu pai e que como ele já havia conseguido o que queria, ia me deixar. Eu pedi para ele esperar um pouco, para ninguém mais desconfiar. Eu também achei que estava apaixonada, mas… Só estava noiva e não queria que soubessem o motivo. Não demorou para ele estar com uma mulher mais bonita que eu.
só percebeu que estava chorando ao que secou suas lágrimas, um sorriso triste no olhar.
ーSomos dois bobos inseguros então. ー Ele sussurrou e ela riu, dando um soquinho leve em seu ombro. ー No final, é melhor assim, ainda bem que nos encontramos.
Ele a beijou com ternura, ambos sentindo o alívio de, finalmente, estar em uma relação verdadeira, em que podiam ser honestos em relação aos sentimentos e se entregar completamente.
FIM!!!
